Sintese dos últimos 6 anos
Em 21 de outubro de 2010 12:00, Tathiana disse...
Como já cantava o Tom:
"Que todo grande amor só é bem grande se for triste,
Por isso meu amor não tenha medo de sofrer
Que todos os caminhos me encaminham a você,
(...)
Assim como poeta só é grande se sofrer"
Parece que tem mesmo gente que não sabe mesmo receber amor. E tem aqueles que não sabem dar... É assim.
Eu diria mais, tem gente que não sabe fazer nem um, nem outro...
Ultimamente ando sem inspiração para escrever...
Não por falta de assunto. Pois a cada dia que se passa, mais idéias me vem na cabeça... mas, recentemente me apresentaram a este blog: http://www.carascomoeu.com.br/
E desde então, além de eu perceber a minha forma precária (ainda) de me expressar (coisa que na verdade eu já havia notado com este outro blog aqui: http://olharbeheca.blogspot.com), também me surpreendi como podem existir SIM homens (no caso o proprietário do blog caras como eu) que conseguem entender como funciona o universo feminino, e consegue estabelecer um paralelo (racional) entre ambos (feminino X masculino).
Durante minhas vasculhações preliminares em seus textos (caras como eu), me deparei com este post aqui que posto abaixo (famoso ctrl+c e ctrl+v).
Me identifiquei com o texto.
Calma, eu explico! rs...
Meu ex não é policial, e muito menos eu o traia, ou vice versa.
O que me chamou a atenção e fez com que eu me identificasse foi esta situação, onde o homem acreditou que a mulher, mesmo tendo passado e se sujeitado a certas situações (vide-as abaixo), mesmo assim ele viu que ela tinha potêncial de ser uma pessoa diferente, de ter uma vida melhor, que ela merecia um voto (ou vários) de confiança, que tudo o que lhe faltava era um homem ao seu lado que lhe mostrasse que a vida não precisava ser daquele jeito.
E no fim, apesar de ela ter se portado exatamente da forma que ela tinha medo que agissem com ela (e por isso fez o que fez), em momento nenhum o homem deixou de ser o que ele era, e quando viu que ela não estava agindo de acordo com aquilo que ele acreditou que ela era capaz, simplesmente se afastou dela, sem mais.
É um exemplo prático sobre aquele post onde falo que 'Ter potencial não é garantia de que este será utilizado'.
Para alguns pode parecer sem nexo, mas achei interessante como ele conseguiu resumir em uma historinha simples, como funciona a cabeça de muitas pessoas.
E como muitas vezes nós vemos aquilo que somos nos outros, e agimos motivados a partir disto:
- A mulher, traumatizada pela vida, sempre achando que não podia confiar em ninguém, agiu a partir desta visão de dentro do mundinho dela, e por isto deixou de ver o que o cara era de verdade.
- O homem, por saber que ele próprio é de extrema confiança e que age de forma correta, acredita que assim como ele, outras pessoas são capazes de agir assim, e mesmo sabendo do hitórico de vida da mulher, acreditou no potêncial dela poder agir como ele.
No fim, cada um agiu de acordo com o que cada um era, e ponto final para a possibilidade de mudança de estilo de vida da mulher, da credibilidade do homem com relação a ela, e por fim ponto final para o relacionamento.
Agora coloca no lugar da mulher o meu ex, eu no lugar do cara, tira a parte da agressão fisica, e pronto: vocês tem uma sintese do que foi minha vida nos últimos 6 anos =D
Por que me exponho desta forma?
Não vejo como exposição, e sim uma forma de dizer que fico aliviada de perceber que aquelas coisas que acontecem no nosso cotidiano e que pensamos que só acontecem com a gente, na verdade é mais comum do que imaginamos a ponto de encontrarmos um post sobre isto em um blog.
Além de ser um conforto perceber que não foi só você quem passou por uma situação semelhante, afinal toda fantasia tem a realidade como base.
E se analisarmos o texto em questão, nem é tão fantasioso assim.
Enfim, lhes passo o texto chupinhado do blog que passei a "seguir":
Ciúme platônico
Não era fácil pra mim. Ninguém sabia que eu apanhava, exceto ele. E de confidente a amante foram alguns milímetros, quando me deu o primeiro beijo de despedida, meio no rosto, meio nos lábios. Entre um bandido e um mocinho, o que o mocinho tem de excitante é a coragem, contrapondo a covardia de quem bate em mulher. Ele pediu pra que eu largasse tudo, que era o tipo de morena que merecia ser amada e não empurrada na frente de amigos em sábados à noite. Me borrando de medo, troquei armas por rosas.
Na primeira noite, além de beber vinho tinto direto da minha boca, ele me comeu com uma raiva de quem esperara doze meses pra que isso rolasse sem riscos. Antes da penetração ele me chupou e eu senti um medo diferente. Perguntei se ele não sentia o nojo que eu imaginava que ele pudesse sentir. Ele disse que quem amava e adorava morcilha não tinha esse tipo de nojo. E me pediu em namoro. Comemorávamos o primeiro beijo, a primeira transa, o primeiro "te amo" e o aniversário de namoro, tudo no mesmo dia. A vida de mulher de PM havia sido subtraída de mim e eu carimbada rumo à felicidade que sempre sonhei.
Ele me levava na Marlúcia, minha analista, duas vezes por semana. Sabia da marca do meu iogurte e do meu medo de cebola no prato, gato preto e de ser igual minha mãe. Parei com destilados e o rivotril. Voltei a estudar. Aprendi sobre John Lennon e "On The Road". Comprei dois cachorros e pela primeira vez em cem anos, um vestido curto. Se eu acordava chorando, ele me envolvia, beijava minha testa e não fazia perguntas. Ganhei o perdão de uma velha amiga pelo sumiço. Minha vida podia agora ser contada com um álbum atulhado de fotos nossas em prainhas do litoral catarinense. Eu ainda apanhava vez ou outra, mas de brincadeirinha, pra apimentar.
No sexto mês indaguei se ele já me traíra. E não gostei da resposta. Nem com Fernanda, a colega de trabalho? Com Marjorie, a prima? E com Juliana, a amiga de infância? Com Amália, a feia? Sabrina, a paraplégica? Não, não e não. Nunca. Sério? Sim. Jura? Ô. Não contente, passei a repetir o questionário diariamente em busca de uma fagulha que reavivasse minha expectativa. Paguei amigas em comum para que marcassem encontros falsos. Ele não caía, dizia amar sua morena. Criava supostos novos i-meios de conhecidas e enviava alôzinhos na esperança de um aceno carnal da parte dele. Nada, só o trivial. Vasculhava telefones, carteiras, gavetas e nucas de quadros de brick atrás de outra ou outras. Isso nunca aconteceu.
Nunca soube bem o que era certo, o que era errado, não existia uma lei, um limite, uma racionalização. Mas eu amava ele demais. E ele era tão bom rapaz e todos gostavam dele tanto quanto eu. Eu não aceitava ter de dividir alguém legal. Minha mãe nunca me dissera merecer um cara bacana. Fosse ele um filhodaputa, aceitaria isso com dor e prazer. A dor que mais dói é a dor da dúvida e eu precisava de certezas muito mais do que compaixão, carinho e sexo com amor. Em pouco tempo, o PM da vida dele era eu. Transformei o sonho dele em viver comigo numa ópera-bufa.
Dei de beber. Descobri que o melhor amigo dele não era tão amigo dele quanto pensava. E descobri isso na sala onde eles ensaiavam coisas do Radiohead. Fumei, cheirei, chupei, transei sem camisinha e larguei a Marlúcia de mão. Uma vez ele me pegou pelo braço e disse que eu precisava de ajuda. Mas eu só queria uns chifres que estilhaçassem aquela imagem de moço bom dele, porque se eu merecia algo nessa porra de vida era sofrer feito cadela e não de um príncipe me lambendo feito princesa. Contei tudo, meio que deixando o rosto apto a um tapa libertador ou umas verdades esquecidas.
Ele só disse ter pena. Me jogou no chão, com todo cuidado de acertar as almofadas, esfregou as mãos e os braços como quem se desfaz do pó e se mandou, depois de um olhar do tipo "não-foi-isso-que-sonhei-pra-nós", por incontáveis dez segundos. Ele não soube me amar, daquilo que eu aprendi ser o amor.
Comentario sobre o post que achei pertinente repassar aqui:
Uuri disse...
gabito, por ser homem acredito que a mulher deva ser amada em todo o esplendor e plenitude da palavra A.M.O.R.
e ao fim desse texto, nao sabia se essas vagas impressoes que elas tem de amor, sendo deles doentio o sentimento que os alimenta, faz delas desmerecerem o amor que lhes é entregue, quando ele é feito da forma correta.
mulheres estão acostumadas, pq hoje o comum é homem ogro, que desde sempre são os donos de seus suspiros. Quer ver como é verdade?! Sempre foi comum, mulheres apanharem de seus maridos, maridos trairem suas esposas e elas tratavam tudo isso com passividade...
é triste né?!
quando elas se deparam com um homem que sabe valorizá-las desde as suas ancestrais, tratando-as como devem ser tratadas, elas nao acreditam, acham que é mais uma mascara.



Oi, td bem?
ResponderExcluirestou esperando vc passar em meu blog.. claro que se vc achar meu blog interessante e quiser me seguir.. ficarei feliz. Caso contrário, não me importo.. pois pra mim o botão seguir não modifica nada. Eu te sigo, não é pra vc me seguir. Eu sigo seu blog porque simplesmente concordo com tudo que vc diz.. temos opiniões parecidas e gosto de passar por aqui. Sei lá, sinto-me bem.
Como se vc fosse uma amiga (pode soar carência..)
beijo e tenha uma ótima semana!
ah já ia me esquecendo.. esse texto do Gabito é o que eu gosto mais!
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