Confundindo carência com afeto
Uma das coisas que gosto em assitir Seriados, filmes e afins, é quando percebo que estão retratando algo que acontece no nosso cotidiano.
Vejo como uma forma de vermos a nós mesmos, mas como espectadores. Claro, se você conseguir enxergar a situação.
Eu comprei o box do seriado Sex and City, e entre a semana passada e esta semana eu assisti a primeira temporada.
Tive vários insites, várias chances de perceber coisas que já passei ou/e que pessoas a minha volta passaram, e acho legal as vezes parar para refletir sobre isto.
Dentre os vários comportamentos que chamaram minha atenção, um em especial da Advogada Miranda me inspirou a começar a escrever sobre...
Uma vez eu fiz um copy paste de um post do blog "manual do cafageste", onde ele respondia uma dúvida de uma leitora, sobre se ela deve "baixar o nivel" e ficar com alguém (beijar, pegar, dê o nome que quiser) mesmo não sendo exatamente o "perfil" dela, ou se ela deveria se manter na "seca" e aguardar o momento em que a mare estivesse boa, e até lá se manter sozinha mesmo.
Durante a primeira temporada do seriado, um dos assuntos tratados foi a falta de opções de homens interessantes para algumas delas namorarem... e a Miranda em especial (ao meu ver), foi quem mais se envolveu com "tranqueiras".
Nesta primeira temporada, ela acaba se envolvendo com um cara que realmente não tem nada haver com ela, não sei como se escreve, mas o nome do cara era algo como Skipe, um WebDesigner bem mais novo do que ela (ele lá pelos vinte e tantos e ela lá pelos trinta e tantos (pelo que entendi)).
Ele não tem muito haver com o que ela gostaria de encontrar em um homem para poder ter um relacionamento sério com. Mas, o moço é tão insistente, tão persistente, que acaba conseguindo dar uns pegas nela. E, é lógico, ela gosta!
Por que digo que é lógico?
Ué, pelas mesmas afirmações que tenho feito em outros posts: todos gostam de carinho, abraço, beijo, e bla bla bla Wiskas sache!
Aí, na falta de alguém de quem ela realmente goste, ela se apega ao "como" o cara a faz se sentir fisicamente falando (tatilmente falando para ser mais especifica), e acaba confundindo carência com algum tipo de sentimento afetuoso.
E vejo por aí um monte de relacionamentos sendo construidos assim, meio que aos trancos... algo do tipo "fazer o quê? Se é isso que tem pra hoje, né?", e aí os seres vão se apegando, se apegando, se apegando... e aí quando percebem estão totalmente apegados a uma pessoa que não é exatamente aquilo que ela "idealizou" para ela, mas a companhia dela acabou se tornando praticamente uma dependência, e aí vemos casais tentando superar um mundo de diferenças ruins para salvar aquela sensação boa que um dia um proporcionou ao outro.
E, na verdade, ainda deve proporcionar no mínimo segurança. Todos gostam de se sentir seguros, não sozinhos e afins. Mas as vezes o preço acaba sendo a não completa felicidade por uma vida interia-> aquela sensação de que está bom, mas... que sempre tem algo faltando.
Mas e o medo de largar o certo pelo duvidoso?
E o medo de ficar sozinho?
E o medo de perder esta fonte de carinho?
Afinal não é melhor pouco do que nada?
E assim vamos empurrando nossa vida com a barriga. Nos lamentando de não termos o relacionamento que desejamos por, na verdade, não tivermos tido nem coragem de ir atrás daquilo que queremos, por medo de perder o que já conquistamos.



É isso aí Paulinha...simples assim...
ResponderExcluir....bom... não posso falar pela maioria e sim por mim...
...acredito q o medo de largar o certo pelo duvidoso, de ficar sozinho...e etc.... Afinal pra isso existe a Fé...Fé de q existe alguém do jeito q se espera...afinal... a fé em vc mesmo...em vc ser auto-suficiente, ser feliz com as pequenas coisas, com os amigos e assim vai... claro q afeto, carinho...sempre precisamos...
Mas é simplesmente Fé...Confiança...