Procurando a tampa de sua panela??? =D


Procurando a tampa de sua panela??? =D

Não me recordo qual dos programas que vi, onde o psicanalista (psicologo, sei lá) Flavio Gikovate fala sobre esta coisa de nos sentirmos atraidos por nossos opostos, e que isto a longo prazo tende a não dar certo.

Pouco antes de assistir esses programas, eu li o "Mars and Venus on a Date: A Guide to Navigating the 5 Stages of Dating to Create a Loving and Lasting Relationship" do John Gray, doutorado em Psicanalise (ou psicologia (rs)). E lá ele fala que as vezes nossa "alma gemea" pode ser nosso oposto, e que então para encontra-la devemos frequentar lugares que não temos o costume de ir, tudo com o intuito de aumentar as chances de conhecermos o "amor de nossas vidas".

Eu amo esse cara (o John Gray), e se ele não morasse tão longe, não fosse casado, e acima de tudo feliz com sua vida, eu dava um jeito de casar com esse homem!!! kkkk

Mas...

Depois de ler:
- Men are from Mars, Women are from Venus
- Mars and Venus Starting Over: A Practical Guide for Finding Love Again After a Painful Breakup, Divorce, or the Loss of a Loved One
- Mars and Venus on a Date: A Guide to Navigating the 5 Stages of Dating to Create a Loving and Lasting Relationship
Estar lendo agora o "Mars and Venus Together Forever: Relationship Skills for Lasting Love"
E ter comprado os:
- Mars and Venus in the Bedroom: A Guide to Lasting Romance and Passion
- Men, Women and Relationships: Making Peace with the Opposite Sex
Só esperando uma oportunidade para lê-los também (todos do John Gray)

Por enquanto, só tem um pequenino detalhe que eu discordo do senhor Gray: é melhor se envolver panela com panela e tampa com tampa!!! Essa história de tampa para panela e vice versa não é exatamente uma boa opção.

Sabe porquê?

É o que Flavio Gikovate disse -> quando nos sentimos atraidos por alguém por admirar algo que é nosso oposto, a mesma motivação que nos serviu como inspiração para admirar a pessoa, para nos sentirmos atraidas por ela, no futuro tende a nos servir como motivo para deixarmos de gostar dela também.
Além do fato de que, quando nos envolvemos com nossos opostos, com o passar do tempo, a tendência é um enfatisar o pior lado do outro, e com isto criar uma atmosfera infeliz de se viver. Aquilo que nós admiravamos no outro, passa a nos incomodar. A fascinação se transforma em tormento.

E aí vemos os casos clássicos de relacionamentos do tipo gato e rato (Tom e Jerry se preferirem) onde até existe amor, mas o sentimento de insatisfação com a pessoa amada é constante, de expectativas frustradas, e o sentimento de desamparo se torna constante, pois a pessoa é tão diferente de você que ela não consegue lhe proporcionar aquilo que você precisa para ser feliz, e vice-versa.

Uma das coisas que aprendi com o John Gray é que: não é por que um ama o outro que eles devem ficar juntos custe o que custar, fazer do relacionamento um campo de batalha em prol de se manterem unidos por que se amam.

Infelizmente não é por que existe amor que isto significa que ela é a pessoa ideal para se compartilhar uma vida, aconteça o que acontecer. Isto é mito.

Foi dificil para mim quando descobri e entendi isto. Cresci e vivi acreditando que se existe amor, podemor fazer qualquer coisa para dar certo. Mas felizmente agora aprendi que não é assim que as coisas funcionam.

E sim! O amor pode estar em qualquer lugar e em qualquer pessoa! É só pararmos de criar padrões e expectativas sobre o que queremos e que tipo de pessoa queremos encontrar, que a coisa acaba fluindo naturalmente. Como diz meu querido Cesar "Esteja com o coração aberto". E não é que dá certo?! =)

Digo isto com tanta certeza por ter analizado meus dois únicos namoros sérios. Eles foram totalmente diferentes...

- um sem amor, mas compativel
- outro incompativel, mas com amor

No primeiro, nós eramos muito parecidos nas coisas pequenas do dia a dia: dois preguiçosos, que gostavam de passar a maior parte do tempo fazendo nada na companhia um do outro, no geral jogados na cama, assistindo tv, jogando video-game ou só dormindo mesmo(mesmo que estivessemos exaustos, até para descançar, ficavamos na companhia um do outro, e eu adorava isto!). Passavamos boa parte do tempo conversando sobre as coisas do nosso dia-a-dia, e acima de tudo -> respeitavamos a individualidade um do outro.
Apesar de fazermos muitas coisas juntos, tinhamos nossos momentos individuais, sejam com amigos, estudos, familia e afins. Não que houvessem regras para isso, não! Era naturalmente... se havia uma festa de família, sempre tentavamos um acompanhar o outro, mas se por algum motivo isto não era possível, respeitavamos o fato do outro querer comparecer sozinho. E isto se estendia para outras atividades em outros ramos de nossas vidas.
Simplesmente era assim... sem cobranças, sem pressão... só acontecia...
Praticamente não tinhamos problemas, e tudo corria bem...
Não havia tensão, sensação de cobranças ou um tentar mudar algo no outro. Cada um aceitava o outro do jeito que eramos. Acho que por isto que foi um relacionamento tão tranquilo, e que me recordo de ter sido muito leve e agradavel também, mesmo sabendo que eu nunca o amei do jeito que amei meu segundo namorado.
Mas, infelizmente, por mais que eu gostasse dele, e por um tempo ter sido até meio que apaixonadinha, ele não fazia eu sentir que ele era a pessoa para passar o resto da minha vida comigo... e por isto, terminamos.

Já meu segundo namoro foi mais complicado.
Nós eramos compativeis em várias coisas a respeito do que desejamos conquistar(coisa que eu não tinha com o primeiro namorado). Mas... em compensação, nosso dia-a-dia era uma guerra constante. Meu primeiro e maior choque era o fato de ele não ter o costume de ficar jogado na cama o dia inteiro sem fazer nada (diga-se de passagem, eu e meu primeiro namorado as vezes passavamos feriados inteiros juntos sem fazer nada... só morgando! rs). Acho que em quase seis anos juntos, só uma vez tiramos um cochilo no meio da tarde, e só.
Eu sempre acho que não devemos mudar a pessoa, e sim aceita-la do jeito que ela é. Então quando percebi isto, e apesar de ter sentido falta deste pequeno ritual preguiçoso, apenas aceitei que não fazia parte da personalidade dele, e perdi esse costume enquanto estavamos juntos.
Só que este foi só primeiro hábito que eu tinha, e que tive que abrir mão. Para resumir, tudo que descrevi acima do dia-a-dia com meu primeiro namorado, eu não tinha com o segundo.
Mas este segundo eu tinha algo mais forte: uma coisinha que costumamos chamar de amor =D
E aí, em nome disto, eu queria fazer e desfazer tudo que estivesse ao meu alcance para fazer com que continuassemos juntos. Só que com o passar do tempo, parece que quanto mais os dois tentavam, mais os dois se magoavam.
Até que chegou ao ponto de ele terminar comigo.
Lógico que eu não aceitei nada bem o fim deste namoro. Era uma guerra que estava em andamento a mais de seis anos (juntando o tempo de namoro e envolvimento pré namoro), onde eu só ia sentir que venci quando conseguissemos superar todas as nossas diferenças em nome dessa coisa chamada amor =D
E ele ter terminado nosso relacionamento, para mim significava uma derrota: significava que todos os esforços que eu tinha investido em todos esses anos tinham sido em vão, que não serviram para nada, pois o objetivo desses esforços era nos manter juntos para sempre... e no fim... teve fim! E não era para ter fim!!! O "felizes para sempre" é algo que não acaba... mas neste caso acabou...
Mas faz sentido, né? Nenhum dos dois estavam felizes de verdade!!! rs
Logo, se fossemos ficar juntos para sempre, estava mais para "viveram infelizes e incompletos para sempre"!!! rsrsrs...

Dia 24 agora de maio (amanhã, sabe? rs) completa 1 ano que ele terminou comigo.

E sinceramente?
Depois de mais de 20 livros na área de psicanalise/relacionamenos/auto-ajuda(excelentes e alguns ruins também, mas no fim todos eles me ensinaram e/ou acrescentaram algo de bom na minha vida) lidos, muitos filmes, muita reflexão, muitos posts totalmente desequilibrados neste blog, mas que me ajudam a me entender (e vcs achando que eu me preocupava em passar algo pra vocês, né?! rs), e outras situações do dia-a-dia, eu descobri que na verdade eu só tenho o que agradecer ao meu segundo ex!

Se não fosse ele ter tido a coragem de terminar o nosso relacinamento, no que dependesse de mim, até hoje e para o resto da minha vida eu estaria infeliz e o fazendo se sentir infeliz também, por ser teimosa e acreditar que o amor deve manter as pessoas únidas, mesmo infelizes.

Até um ano atrás eu consideraria burrice terminar um relacionamento onde existe amor, mesmo que um esteja fazendo da vida do outro um inferno, sem querer, é claro! Mas mesmo sem querer, a gente sente o que sente... e nenhum dos dois, por mais que se amassem, estavam se sentindo felizes.

Ele ter teminado comigo, fez com que eu procurasse ajuda em livros. Primeiro era só para passar o tempo e me distrair da ausência dele na minha vida (um tapa buracos, sabe?)... mas depois eu descobri que tudo o que você tem dúvidas nessa vida, sempre terá um livro que mesmo que não te explique da forma que você esperava, vai abrir sua mente para você se compreender, e no fim descobrir o que você precisa.

E quanto mais você aprende, mais descobre que tem dúvidas... Só que isto vai sempre estar presente no nosso dia-a-dia... por isso que acho importante procurar ser uma pessoa esclarecida, mas que devemos procurar viver a vida enquanto isto também... tem mais é que ir lá e viver... e quando se tiver o discernimento suficiente para identificar a coisa que está errada, arrume a coragem de ir lá e arruma-la! Afinal, não é por que foi assim sempre que tem que ser assim para sempre também.

- agora estou em busca de um ser compativel com meus gostos e que exista amor =D

Quando tiver um tempinho livre, cara programa é de uma hora e meia, mas vale a pena:




Comentários

Postagens mais visitadas