Here we go again...

Hoje acordei me sentindo triste de novo.
É incrível como não consigo parar de pensar nele.
Tudo me lembra ele, tudo me faz sentir saudades dele.
Sinto falta do seu abraço, do jeito que ele me olhava como se eu fosse a pessoa mais especial do mundo para ele: com um ar de extrema admiração e contentamento por se sentir a pessoa mais abençoada do mundo por me admirar tanto e saber que me tem só para ele, e por isso se sentir até presunçoso, mas um presunçoso muito feliz.

Sempre que me lembro disso, me lembro do primeiro aniversário dele que passamos juntos:

Não sei até hoje o por que, mas ele estava bravo comigo, e por isso me evitava um pouco e me dava uns olhares de desprezo volta e meia durante o dia todo.

Como eu não entendi nada do por que ele estava me tratando daquele jeito, eu fiquei na minha fingindo que não estava vendo o que estava acontecendo, e ao mesmo tempo com medo de perguntar e começarmos a brigar.

E assim foi passando o dia. Estávamos na casa dele, e a família dele começou a chegar... primeiro a Lariassa e o Rafael, e como ele estava me tratando "mal", eu me ocupei das crianças: a mãe dele tinha dado para a Larissa um kitzinho de acessórios de cabeleireiro (secador, escova, bobs, etc...). Ela adorou e estava usando tudo no meu cabelo (me senti a cobaia! rs). Estava encantada com o novo brinquedo dela, e estava adorando poder brincar com tudo aquilo no meu cabelo (afinal, era o que eu sempre tive em maior abundância! rs).

E como eu amo brincar com crianças, fiquei assim o dia todo, já que ele não estava me tratando muito bem.

E conforme foram passando as horas, outras pessoas começaram a chegar: os tios dele, a afilhada dele e a ex-paixão de adolescente dele.

Eu não fiquei preocupada com essa ultima parte nem nada, mas conforme ela começou a LITERALMENTE se pendurar no pescoço dele a cada meio segundo, aí sim eu comecei a ficar chateada.

Mas eu nunca tinha passado por nada assim, e não sabia como eu deveria agir, ainda mais na frente da família dele. Então eu não fiz nada.

Aí na hora que essa menina foi embora, ela veio me dar tchau dando a entender "fica aí mesmo e deixa ele ir comigo até o portão". Só aí que eu fiz alguma coisa, fui junto com eles para não deixa-la sozinha com ele, e a hora que ela foi embora e disse "prazer em te conhecer", eu não respondi nada, só olhei bem nos olhos dela com um olhar firme a assenti de volta.

Acho que é o máximo que vou conseguir fazer o resto da minha vida, por mais mordida de ciumes que eu fique (ao menos em situações que sejam assim pessoalmente). Não me vejo me rebaixando além disso por ninguém, pois acredito que se com quem eu estou quiser realmente estar comigo e me respeita, nunca vou precisar me preocupar com essaszinhas da vida.

E aí, quando todos já estavam indo embora, e a família dele estava começando a arrumar a bagunça foi que aconteceu um dos momentos mais gostosos de todo o nosso relacionamento: ele veio até mim, me olhando profundamente nos meus olhos, com uma mão de cada lado apoiando na parede atrás de mim, com eu no meio, literalmente me deixando sem fôlego com a profundidade que ele me olhava dentro dos meus olhos, e esse olhar transbordava paixão, admiração e desejo.

Acho que de tudo que aconteceu entre nós, este vai ser o momento que eu sempre vou levar comigo para o resto de minha existência.

Foi algo inexplicável e maravilhoso. Nunca alguém que eu realmente gostasse tinha me olhado parecido.

Se eu disser que nunca ninguém tinha me olhado desse jeito, com esta profundidade, admiração, paixão e desejo, é mentira. Pois me lembro de mais uns três(acho que tem mais, mas como não prestei tanta atenção, não tenho certeza se realmente se compara com o que estou descrevendo aqui) que já tinham me olharam assim. E todas as vezes eu fiquei morrendo de vergonha! Como sou boba, né?!

E dessa vez, nisto, não foi diferente: fiquei morrendo de vergonha por sentir a força deste olhar (vergonha num sentido tímido de dizer), mas dessa vez, foi diferente, eu queria ter conseguido retribuir esse olhar. Mas já que eu não consegui, me preocupei ao menos em guardar essa sensação dentro de mim para sempre...

E por enquanto vem dando certo... mas neste momento essa sensação me parte o coração: o que eu não faria para poder sentir aquilo vindo dele de novo? E é triste pensar que isto pode nunca mais vir a acontecer...

Por um lado, foi legal escrever isto, pois me fez lembrar (coisa que eu já tinha esquecido), das outras pessoas que já me olharam assim, que fizeram eu sentir toda a intensidade daquilo que elas estavam sentindo por mim, mesmo que não fosse reciproco.

É gostoso lembrar quantas pessoas eu consegui tocar em suas vidas de uma forma tão especial, e isto faz com que eu me sinta especial também, e me dá esperanças de que vou ainda fazer outras pessoas sentirem isso por mim. E sei que quando isso acontecer vou ser pega de surpresa novamente, e mais uma vez minha timidez vai tomar conta de mim.

Então vou me apegar a esperança de (que além de isso vir a acontecer de novo) que seja com alguém que eu ame apaixonadamente tanto quanto eu amo hoje o João, ou que eu consiga construir por essa pessoa um sentimento mais forte ainda (se é que isto é possível), e que quando isso acontecer de novo, que dessa vez eu consiga passar para esta pessoa que assim como ela me admira, me deseja e é indescritivelmente apaixonada por mim, ao invés de eu simplesmente ficar timída, que eu consiga mostrar para ela que o sentimento dela é reciproco!

É, eu sei, estou me sentindo carente... e isso não é legal... isso dói!!!

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