Pessoas associam segurança e estabilidade com padrões repetitivos
Eu quero pedir um presente para o Papai Noel: que as pessoas aprendam a enxergar as pessoas pelo o que elas são, e não por acontecimentos pontuais.
Junto, podia vir também a capacidade de enxergar a intenção envolvida num ato ou em palavras (a capacidade de interpretação de texto utilizada para entender seres humanos, sabe?!).
Por que, no fim, uma coisa está ligada a outra.
Eu sei, parece que é pedir demais, né?!
Infelizmente as pessoas enxergam as outras mais por aquilo que elas próprias são, do que por aquilo que o outro é.
E muitas se apegam a acontecimentos pontuais, e se esquecem que ninguém consegue 100% seguir um padrão. Que por mais que cada um tenha uma personalidade, um tipo de comportamento, que elas agem diferente as vezes, devido a N motivos decorrentes do momento.
E outra... muitas se apegam as consequências de atos das outras pessoas, se esquecendo de analisar o motivo pelo qual aquilo foi gerado.
Ninguém é sempre do mesmo jeito.
Além das pessoas mudarem com o tempo (ou você gosta dos mesmos grupos musicais que gostava quando tinha 14 anos?), elas tem seus momentos de agirem fora do "padrão" do dia-a-dia. E isso é normal... faz parte... acontece com todo mundo... até com você, mesmo que você não perceba.
O problema é que as pessoas associam segurança e estabilidade com padrões repetitivos. Pois sabendo o que se esperar de determinada situação, a gente se sente preparado para enfrentá-la.
E aí ao menor desvio de comportamento, não esperado, já classificamos o outro como uma pessoa não confiavel, imprevisível, e ficamos chateados, achando que não podemos mais confiar na mesma, e perdidos, achando que não saberemos mais o que esperar dela. E no geral as pessoas precisam de um ponto de referência, precisam saber o que esperar das pessoas praticamente sempre, para então considera-las confiaveis.
Mas será que é para tanto? Apesar de você saber dos deslizes que você mesmo comete, você não sabe que você é sim uma pessoa confiavel? Você não se sentiria ofendido em saber que alguém não confia em você, sabendo que você sempre tenta fazer de tudo para demonstrar o quão boa é sua indole?
Mas porque estou falando disto tudo?
Por que vejo que a falta de sensibilidade com o próximo, falta de empatia (não ser capaz de ser uma pessoa empática), não saber se colocar na situação do próximo, não ter a capacidade de entender o contexto do mundinho das outras pessoas, é o que causa grande parte da angustia do convivio em sociedade (seja uma casal, um grupo de amigos, ou no ambiente de colegas de serviço).
Eu sei que é difícil fazer isto, principalmente quando alguém faz alguma coisa que nos magoa.
Mas mesmo que o sangue suba antes mesmo que você consiga se dar conta do que está acontecendo com você (afinal a emoção é mais rápida que a razão), tente se lembrar de respirar fundo e entender o por que aquela pessoa agiu desta forma que te magoou.
Eu digo "tente", por que no começo é difícil mesmo... mas se você realmente tentar, com o tempo você vai conseguir.
Eu vou falar por mim: eu era uma pessoa muito egoista, que sempre via só o meu lado, e muitas vezes me colocava como vítima da situação. Achava sempre que a culpa era dos outros, e que eu não fazia nada demais. E por isso eu raramente pedia desculpas ou tentava entender os outros: afinal, ninguém se dava ao trabalho de me entender, por que eu ia me dar ao trabalho de fazer isto pelos outros??? Enfim... eu era mimada (não que eu não seja mais... rsrs... mas antes eu era sem noção).
Como consequência, eu era muito explosiva, e vivia chateada por qualquer coisa que não saisse do jeito que eu planejava.
No geral, eu sempre fui uma boa pessoa, e quando eu fazia algo que magoava alguém, eu me sentia ofendida, pois eu sabia que o intuito não era de tê-la magoado. Eu ficava magoada com o fato de ela ter se magoado com uma coisa que eu não tive a intenção de magoa-la. Complexo, não?! rs.
Depois de um tempo (acho que eu ainda era adolescente), eu aprendi que mesmo sem a intenção, eu poderia ter feito sim algo que, apesar de não ser ofensivo aos meus olhos, poderia magoar sim outras pessoas. E isto não significava que eu era uma pessoa melhor ou pior do que a outra. Simplesmente significava que nós pensavamos de formas diferentes.
Depois disto passei a tentar entender melhor como as outras pessoas pensam, e por que elas tem pontos de vista diferentes dos meus.
A partir de então, começou a se tornar menos difícil eu parar para pensar no porque uma pessoa fez algo que me magoou, antes de eu sair julgando se foi por maldade, falta de consideração, egoismo ou algo pontual (onde a probabilidade de se repetir é pequena!).
E quando se vive entre amigos de verdade mesmo, muitas vezes em família também, ou ambientes do gênero (namorados, noivos e casados deveriam ser assim também), onde sabemos que podemos confiar uns nos outros, no geral, vejo que o que ocorre são essas situações pontuais, mas quem se sentiu magoado, acaba tratando a pessoa que o feriu como se este tivesse agido premeditadamente com maldade.
Independente se foi com ou sem maldade, eu sei que dói do mesmo jeito!!!
Sério! Eu mesma já chorei em público mesmo. Foram situações em que me disseram coisas que me magoaram muito, mas muito mesmo (acho que é algo muito intimo meu para qualquer um ver assim. Eu tenho que confiar muito na pessoa para permitir que esta me veja chorando, ou tem que ser algo que tenha me tocado a ponto de eu perder o controle e acabar chorando na frente de outros que eu não confie).
Eu acho que quando eu choro, é como se eu perdesse o controle sobre mim, e que é uma situação em que estou vulnerável. Por isso que eu não choro na presença de qualquer um.
Mas mesmo quando conseguiram essa proeza ( me fazer chorar por ter me magoado muito (se é que se pode chamar isto de proeza)), eu aprendi a pensar antes sobre a motivação que eu possa ter dado antes para esta pessoa me magoar deste jeito. E eu acho que isto faz toda a diferença.
No geral, as pessoas não saem atacando assim de graça! Elas se sentem magoadas antes, e depois acabam "dando o troco". Mas na verdade é só uma forma de se proteger (lembra do lema "o ataque é a melhor defesa"?). Então... antes de sair "retrucando" os ataques que lhe são investidos, se pergunte, antes, se você não fez algo que provocou esta atitude da pessoa para com você.
Este é um exercicio díficil, mas muito eficaz!!!
Assim você estará praticando a empatia, e ajudando a tornar sua vida mais gostosa!!!
Infelizmente a maioria das pessoas tentam te fazer entender que foram magoadas te magoando de volta.
Mas, siceramente: eu acho que isto é uma péssima forma de demonstrar que alguém te machucou.Eu sei que a maioria também tem receio de se abrir com o outro, de contar suas fraquesas, com medo da pessoa usar aquilo contra ela depois.
Mas... se a pessoa fizer isto com você, ela não merece te ter ao lado dela.
Então, ao invés de ficar com medo de se abrir, use isto como teste para saber se você deve valorizar ou não uma amizade (ou outro tipo de relacionamento próximo): conte algo que te magoa para uma pessoa, e veja o que ela vai fazer com esta informação.
Se ela usar isto para te cutucar, se afaste! Invente uma desculpa, fale que precisa de um tempo para fazer outras coisas, sei lá... mas fique longe. Quem te gosta não quer te fazer/ver sofrer.
Mas já que é um teste, também não vai se abrindo todo, contando aquilo que mais te machuca, né?! Afinal, você não sabe o que a pessoa vai fazer... conforme ela for mostrando que é digna de sua confiança, aí sim você pode contar seus segredos mais íntimos, suas maiores fraquesas... mas até lá... guarde isto para você, assim você não vai se machucar "atoa".
Segredos
Eu procuro um amor
Que ainda não encontrei
Diferente de todos que amei...
Nos seus olhos quero descobrir
Uma razão para viver
E as feridas dessa vida
Eu quero esquecer...
Pode ser que eu a encontre
Numa fila de cinema
Numa esquina
Ou numa mesa de bar...
Procuro um amor
Que seja bom prá mim
Vou procurar
Eu vou até o fim...
E eu vou tratá-la bem
Prá que ela não tenha medo
Quando começar a conhecer
Os meus segredos...
Hum! Hum! Huuuum!...
Eu procuro um amor
Uma razão para viver
E as feridas dessa vida
Eu quero esquecer...
Pode ser que eu gagueje
Sem saber o que falar
Mas eu disfarço
E não saio sem ela de lá...
Procuro um amor
Que seja bom prá mim
Vou procurar
Eu vou até o fim...
E eu vou tratá-la bem
Prá que ela não tenha medo
Quando começar a conhecer
Os meus segredos...
Hum! Hum! Huuuum!...
Hum! Hum! Huuuum!...
Procuro um amor
Que seja bom prá mim
Vou procurar
Eu vou até o fim...
Eu procuro um amor
Que seja bom prá mim
Vou procurar
Eu vou até o fim...
(Frejat)



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